Fixador de plástico e fibra de carbono

 
 

EVOLUÇÃO DO FIXADOR EXTERNO

O TSF, é o mais avançado fixador externo existente no mercado mundial. Permite fazer correções precisas, sendo orientadas por computador.

O fixador original idealizado pelo professor Ilizarov, na década de 50 era construído em aço inoxidável. Quando a técnica foi difundida para o mundo ocidental, seguiu-se o padrão Russo, onde somente se utilizava fios finos (1,8 mm). A escola italiana introduziu uma variante de fixação, utilizando pinos rosqueados de 4,5mm. Algumas peças também evoluíram na sua forma e função. Atualmente o material utilizado na maioria dos serviços de Reconstrução  é semelhante ao mostrado na Figura 1.


   

        Fig. 1 Conjunto de  peças  em aço inoxidável para idealizarmos montagem de fixador externo de Ilizarov.



Nos últimos vinte anos as montagens dos fixadores externos, possuem na grande maioria de suas aplicações, anéis em aço inoxidável. Esse material tem causado vários problemas, demonstrados a seguir:


1- Dificuldade no acompanhamento radiográfico das lesões ósseas, pois as estruturas metálicas do fixador se interpõe  ao foco de observação, Figura 2.

                                      A)



                              B)                                                                                                      C)



Fig 2.  A) Paciente com fixador em aço com seis anéis , com a radiografia mostrando vários sítios onde o metal se interpõe a fratura. B) Após a retirada do fixador, a tíbia foi desviando progressivamente podendo ser notado o desvio. C) Nova correção com o uso dos anéis em fibra de carbono  e enxerto ósseo no foco central da deformidade. Pode ser notado comparativamente com (A) a maior transparência radiográfica




2- A  deambulação  dos pacientes é prejudicada, principalmente quando as montagens se estendem da coxa ao pé, Figura 3.

                                                            A)                                                                    B)



Fig. 3  A)  Montagem em aço inoxidável  da coxa ao pé. Este paciente pouco deambulou durante o tratamento. B) Montagem também em aço, da coxa `a perna. Apesar de caminhar, podemos notar a insegurança em se equilibrar. A mão se apóia na parede para manter-se ereto.



Devido ao peso do aparelho, os pacientes queixam-se de cansaço e desequilíbrio ao caminhar. Atualmente existe no mercado internacional, fixadores externos, onde os anéis são confeccionados parcialmente em fibra de carbono. Estes fixadores amenizam bem o problema da radio transparência. O ideal seria a utilização de um fixador contendo maior número de componentes em fibra de carbono. Existem projetos de pesquisas no campo de Bioengenharia com esse objetivo, porem, fatores limitantes, referentes a estrutura do material, vem  dificultando seu desenvolvimento.  Hoje em dia  utilizamos então, um Fixador de Ilizarov híbrido. Parte confeccionado em fibra de carbono (anéis) e as hastes que interligam os anéis, em aço (Figuras 2 e 4).


A)



B)



Fig. 4 A) Deformidade em varo bilateral dos membros inferiores. B) Uma semana após a cirurgia deambulando com muletas. Ao lado as radiografias, mostrando a transparência óssea sobre os anéis de fibra de carbono. Montagem híbrida aço/ carbono



Ainda não atingimos a perfeição. Não conseguimos construir  um fixador de Ilizarov completamente em fibra, entretanto, a hibridação aço/carbono é muito boa. Cumpre sua principal justificativa de uso (a radio transparência) e sua utilização é importante em certas situações. Quando há vários focos de observação ao raio-X, como no caso de  fraturas múltiplas, o seu emprego auxilia o médico nas diretrizes do tratamento. Facilita a visualização do processo regenerativo e  o posicionamento médico no sentido de aumentar ou diminuir o ritmo de alongamento. Decisões adequadas contribuem para abreviar o tempo de tratamento. Quando os anéis se sobrepõem às áreas de regeneração, a imagem radiográfica pode causar  dúvida induzindo o médico a uma cirurgia desnecessária, ou a retirada precoce do aparelho, podendo levar a uma nova fratura no local. Outra vantagem da utilização dos anéis em fibra de carbono está relacionado ao menor peso da estrutura, possibilitando que o paciente inicie a marcha mais rápido e com um melhor equilíbrio. Sabe-se que quanto mais o paciente caminhar, melhor será a regeneração óssea e menor o tempo de uso do fixador .(Figura 4)


Infelizmente, há um fator que limita em nosso meio a utilização de fixadores externos híbridos  : O PREÇO.