Reconstrução  (continuação)

 
 

       Fraturas comuns costumam consolidar-se em poucos meses, possibilitando ao paciente rápido retorno as suas atividades normais.     Nas mais graves, como fraturas expostas com grande perda tecidual, a evolução não é tão favorável.

       Quando a lesão é de alta energia cinética (ex: acidente de motocicleta), as sequelas podem ser irreversíveis. 

       Algumas vezes o medico propõe ao paciente a amputação como uma forma mais rápida de resolver o problema.  Entretanto, este recurso é mal visto pela população de origem latina. Preferem permanecer com o membro, mesmo  cientes das limitações que as cirurgias reconstrutivas poderão acarretar.   A figura 1, exemplifica a conduta do cirurgião vascular que na urgência optou pela amputação da perna esquerda que apresentava lesões irreversíveis.  Futuramente a paciente foi encaminhada ao Grupo de Reconstrução com dor e  dificuldade de consolidação da coxa.   Com os pinos infeccionados optamos pela conduta abaixo(Figura A e B).



A)














B





Fig. 2  A)  A conduta do grupo foi colocar enxerto  homólogo no foco e estabilização com fixador externo de Ilizarov.  O prolongamento da montagem, funcionou como uma prótese provisória. B) Após a adaptação do equilíbrio a paciente permaneceu com o fixador na coxa até a consolidação, sendo trocado a montagem inferior, por uma prótese provisória  e depois  da consolidação adaptou-se a definitiva.

   


                                                      

 

Fig. 1 Fratura exposta de coxa e perna esquerdas com grande destruição de partes moles .  Amputada a perna na urgência e colocado fixador externo  simples para tratamento da fratura do fêmur. Após 8 meses permanecia em cadeira de rodas sendo encaminhada ao grupo de Reconstrução para opinar sobre a fratura do fêmur com dificuldade de consolidação.  Havia dor na coxa ocasionada pelos  pinos do fixador que estavam com intensa infecção

Continuação
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